Este tipo de teoria dá ênfase ao "eu" em todas as suas percepções, experiências e nas condições do ambiente para o desenvolvimento individual.O grande incentivador e criador dessa abordagem é Carl Rogers, para ele a realidade é um fenômeno subjetivo,pois o ser humano reconstrói em si o mundo exterior, partindo de sua percepção,recebendo os estímulos, as experiências e atribuindo-lhes um significado,tendo em foco o processo e não o produto.
Dessa forma, educação é tudo que estiver a serviço do crescimento pessoal, interpessoal e intergrupal.
Assim esse aprendizado é feito pelo aluno e professor, pois todos estão em constante aprimoramento e adaptação às situações do cotidiano.Para Rogers, a aprendizagem é contínua, já que estamos em constantes mudanças, sofrendo influências do meio.
A escola tem como papel, incentivar a autonomia do aluno, oferecendo condições para que ele se desenvolva. Como o ensino está centrado no ser humano, há que se descobrir os meios de dirigir sem dirigir a pessoa à sua própria existência para que ela possa estruturar-se e agir. Ao professor compete unicamente a habilidade de compreender-se e compreender aos outros,assumindo a função de facilitador.O aluno deve ser compreendido como um ser que se auto-desenvolve e cujo processo de aprendizado deve se facilitar.
Neste tipo de abordagem,há desprezo por qualquer tipo de padronização de produtos de aprendizagem e competências do professor. Rogers defende a auto-avaliação, onde " a avaliação de cada um de sua própria aprendizagem é um dos melhores meios pelo qual a aprendizagem auto-iniciada se torna aprendizagem responsável" (ROGERS, 1972).
Ao contrário da abordagem tradicional,enfatiza-se a empatia, a congruência, a aceitação incondicional, o subjetivo, o vir -a-ser contínuo característico do ser humano. Privilegia-se a interação entre pessoas envolvidas no processo ensino-aprendizagem.
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