As ideias de Carl Rogers tiveram grandes contribuições nas práticas educacionais. Em seu ideal de ensino, o papel do professor é apenas facilitar o aprendizado, que o aluno o conduz à sua maneira.
O pensamento de Rogers é conhecido como humanista pois, diferente da teoria freudiana, se baseia numa visão otimista do homem.
Rogers se opôs à teoria de B.F.Skinner de que o homem nasceria como uma máquina e que a sua personalidade seria moldada pelo meio através de repetições e condicionamentos. Para Rogers todos os homens são bons na sua essência, e que todo o aprendizado deveria ser organizado no sentido do indivíduo para o meio, e não o contrário. Neste sentido, ele nos diz:
"A Questão é saber se podemos permitir que o conhecimento se organize no e pelo indivíduo, em vez de ser organizado para o indivíduo."
Na sua abordagem centrada na pessoa, o indivíduo deve ser considerado com um todo: mente, corpo, sentimento e intelecto e que a educação só leva em conta a parte intelectual separando-o das outras partes. Rogers combate a aprendizagem do tipo "tarefas" que só utiliza a mente e não leva em consideração os sentimentos, emoções e não provoca a curiosidade que leva o aluno a se aprofundar mais. Para ele, ensinar é mais que transmitir conhecimento, é despertar curiosidade e instigar o desejo que ir além do conhecido.
Para um bom resultado como facilitador é preciso congruência estabelecendo regras junto com os alunos, aceitação incondicional considerando suas ações e reações e aceitando-os como pessoas reais e empatia deixando de lado os julgamentos e tentando compreender os alunos.
Para Rogers, um professor que ajuda o aluno a pensar por si próprio (confiando em sua abilidade) e, com carinho, conduzindo-o à participação e à independência é considerado um bom facilitador da aprendizagem.
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